
Foi-se o tempo em que super-heróis combatiam supervilões, com mocinhos e bandidos bem definidos. Na minissérie em sete edições Guerra Civil, os heróis Marvel lutam entre si em nome de seus ideais. Tudo começa quando um grupo de aventureiros inexperientes vai atrás de fugitivos superpoderosos, querendo aumentar a audiência do seu reality show. O resultado é uma explosão que devasta a cidade de Stamford, Connecticut, e deixa mais de 800 mortos.
A tragédia faz com que o Congresso Norte-Americano aprove a Lei de Registro de Super-Humanos. A partir de agora, as pessoas com superpoderes devem se registrar junto ao governo, revelando inclusive suas identidades secretas. Após receberem treinamento, passarão a agir com autorização, na qualidade de agentes federais.
Entre os heróis, as opiniões se dividem. Alguns acham isso necessário, já que os amadores não vão mais ameaçar inocentes. Outros consideram um passo muito perigoso, pois o governo pode interferir nas decisões dos justiceiros. É a Liberdade contra a Segurança Nacional. Em pouco tempo, dois grupos se formam e o conflito começa.
Liderando a facção pró-registro está o Homem-de-Ferro. Numa análise simplista, ele seria o “vilão” da trama, já que faz acordos com o governo e persegue outros heróis. Mas ele acredita que está agindo em nome da segurança da população (o que sempre foi o objetivo dos super-heróis). E essa posição não é nenhuma “traição” ao personagem, como se ele fosse transformado em vilão de uma hora pra outra. Como Tony Stark, sua identidade secreta, ele sempre foi um bilionário envolvido no mundo empresarial e político (foi até Secretário de Defesa dos EUA).
Outro protagonista é o Capitão América, símbolo patriótico do país. Muitos podem pensar que ele estaria do lado do governo. Pelo contrário. O Capitão é convocado a caçar seus colegas que não se registrarem. Sua resposta? Ele nocauteia os agentes federais e passa a liderar os heróis clandestinos. O velho soldado sempre lutou pela liberdade, desde a Segunda Guerra Mundial, e vai fazer isso até o fim. Fim que já é conhecido: há alguns meses, o destino do Capitão América foi destaque na imprensa mundial, conseqüentemente também na brasileira. A defasagem de um ano entre a publicação de Guerra Civil nos EUA e aqui acaba com as grandes surpresas.
Apesar disso, a Editora Panini vem fazendo um grande trabalho, principalmente com a divulgação da minissérie. Foi lançada em bancas uma edição do fictício jornal Clarim Diário (que nas histórias, é onde trabalha Peter Parker, o Homem-Aranha) promovendo a saga. Depois, um trailer e mais tarde um site completo apareceram.
Agora em novembro sai o número 5, mas ainda há tempo para buscar as edições anteriores e ficar por dentro da Guerra Civil. O universo dos super-heróis nunca foi tão real. Banalização da mídia, medo e medidas fascistas em nome da segurança? E depois ainda dizem que quadrinhos são coisa de criança.
A tragédia faz com que o Congresso Norte-Americano aprove a Lei de Registro de Super-Humanos. A partir de agora, as pessoas com superpoderes devem se registrar junto ao governo, revelando inclusive suas identidades secretas. Após receberem treinamento, passarão a agir com autorização, na qualidade de agentes federais.
Entre os heróis, as opiniões se dividem. Alguns acham isso necessário, já que os amadores não vão mais ameaçar inocentes. Outros consideram um passo muito perigoso, pois o governo pode interferir nas decisões dos justiceiros. É a Liberdade contra a Segurança Nacional. Em pouco tempo, dois grupos se formam e o conflito começa.
Liderando a facção pró-registro está o Homem-de-Ferro. Numa análise simplista, ele seria o “vilão” da trama, já que faz acordos com o governo e persegue outros heróis. Mas ele acredita que está agindo em nome da segurança da população (o que sempre foi o objetivo dos super-heróis). E essa posição não é nenhuma “traição” ao personagem, como se ele fosse transformado em vilão de uma hora pra outra. Como Tony Stark, sua identidade secreta, ele sempre foi um bilionário envolvido no mundo empresarial e político (foi até Secretário de Defesa dos EUA).
Outro protagonista é o Capitão América, símbolo patriótico do país. Muitos podem pensar que ele estaria do lado do governo. Pelo contrário. O Capitão é convocado a caçar seus colegas que não se registrarem. Sua resposta? Ele nocauteia os agentes federais e passa a liderar os heróis clandestinos. O velho soldado sempre lutou pela liberdade, desde a Segunda Guerra Mundial, e vai fazer isso até o fim. Fim que já é conhecido: há alguns meses, o destino do Capitão América foi destaque na imprensa mundial, conseqüentemente também na brasileira. A defasagem de um ano entre a publicação de Guerra Civil nos EUA e aqui acaba com as grandes surpresas.
Apesar disso, a Editora Panini vem fazendo um grande trabalho, principalmente com a divulgação da minissérie. Foi lançada em bancas uma edição do fictício jornal Clarim Diário (que nas histórias, é onde trabalha Peter Parker, o Homem-Aranha) promovendo a saga. Depois, um trailer e mais tarde um site completo apareceram.
Agora em novembro sai o número 5, mas ainda há tempo para buscar as edições anteriores e ficar por dentro da Guerra Civil. O universo dos super-heróis nunca foi tão real. Banalização da mídia, medo e medidas fascistas em nome da segurança? E depois ainda dizem que quadrinhos são coisa de criança.
Matéria: Jackson Good
Imagem: www.universomarvel.com/news/2006/02
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